sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Policiais fazem Segurança de Políticos e Promotores em Garanhuns, Brejão, Águas Belas e em Outros Municípios Pernambucanos


A decisão do Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de deixar o Brasil expôs, mais uma vez, as ameaças constantes aos políticos e membros da sociedade civil que lutam em favor dos direitos humanos. As intimidações provocadas pelos discursos de ódio e pelo avanço das milícias, por exemplo, têm elevado o número de pedidos de proteção policial. Em Pernambuco, 57 policiais militares estão cedidos para fazer a segurança de políticos, promotores de Justiça, juízes, profissionais da Secretaria-Executiva de Ressocialização (Seres) e membros do Movimento Sem Terra. O levantamento, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), foi obtido com exclusividade pelo Ronda JC.

Entre os integrantes do Ministério Público de Pernambuco que contam com escolta policial há oito promotores – todos lotados em Municípios do Interior, como Santa Cruz do Capibaribe, Carpina, Garanhuns, Afogados da Ingazeira e Itaíba. No total há dez policiais cedidos para a proteção de Prefeitos e Ex-prefeitos de Municípios como Vertentes, Brejão e Águas Belas. Também há PMs designados à segurança de alguns profissionais da Seres, por conta de ameaças de detentos ou ex-detentos.

A Polícia Militar de Pernambuco explica que conta com um Comitê de Segurança Institucional responsável poe analisar e tomar medidas protetivas a membros e servidores que sofrem ameaças em virtude da atuação institucional. “Deferida a implementação da segurança, a Polícia Militar realiza analise e define a quantidade de policiais, veículos e horário. Após implantada a segurança aproximada, são realizadas reuniões periódicas para avaliar a continuidade ou não, a ampliação do nível de proteção ou a retirada da segurança”, informou, em nota, a assessoria do Órgão. (Com informações do Ronda JC/JC Online. CONFIRA)