sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

IMPOSTO: Após Liminar barrar Redução, DPVAT 2020 já está sendo Cobrado pelo mesmo Valor de 2019


Motoristas e donos de veículos apresentaram dúvidas sobre o pagamento do seguro de Danos Pessoais por Veículo Automotores Terrestres (DPVAT) 2020. Isso porque o Governo Federal tentou extinguir e, posteriormente, reduzir o valor do seguro em até 85%, mas foi barrado, nas duas ocasiões, por liminares do Supremo Tribunal Federal (STF). Com esta nova orientação, a Seguradora Líder, responsável pelo programa, já está realizando as cobranças do imposto com os mesmos valores do ano anterior.

Por meio de sua assessoria, a Seguradora confirmou que o imposto está sendo cobrado com valores de 2019 e orientou os condutores a realizarem o pagamento normalmente, pelo site da empresa ou no site do Detran de seu Estado. Questionado sobre uma possível reviravolta no caso, a assessoria afirmou que "apenas irá seguir o que está em vigor no momento". Além disso, a empresa afirmou que qualquer mudança deverá ser tratada com o Governo Federal.

Na última terça, dia 31, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, suspendeu a resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados que reduziu o valor do DPVAT 2020, seguro que cobre despesa com acidentes provocados por veículos terrestres. Na avaliação de Toffoli, o ato normativo do CNSP configuraria um "subterfúgio da administração" para não cumprir a decisão do STF que suspendeu a medida provisória do governo Jair Bolsonaro que dava fim ao Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres.

A decisão foi dada por Toffoli uma vez que cabe ao presidente do Supremo, em regime de plantão, decidir sobre questões urgentes durante o recesso forense, que teve início no último dia 20 e vai até 6 de janeiro. O Ministro entendeu que havia necessidade de imediata resposta no caso uma vez que a Resolução nº 378 do CNSP estava prevista para entrar em vigor nesta quarta, 1. O processo, no entanto, está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. (Com informações do JC Online. CONFIRA)