quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Ministério Público recomenda criação de Conselho Antidrogas em São João



O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu recomendação ao prefeito de São João, Genaldi Zumba (PSD), para que o gestor crie o Conselho Municipal Antidrogas (COMAD). O Conselho ficará responsável por discutir e implementar campanhas preventivas de combate ao consumo de drogas e políticas de saúde pública para o tratamento de usuários.

A recomendação, assinada pela promotora de Justiça Mirela Laupman, informa que há casos, já apresentados ao MPPE e ao Conselho Tutelar, que envolvem crianças e adolescentes da cidade como usuários de drogas, em especial do crack, os quais necessitam de encaminhamento para tratamento de toxicômanos. Entretanto, a inexistência de uma rede especializada para receber estas pessoas dificulta a realização do devido tratamento.

Diante do quadro, a representante do MPPE recomendou ao Prefeito que encaminhe o Projeto de Lei, em caráter de urgência, à Câmara dos Vereadores para a criação do COMAD. Genaldi terá ainda que reordenar os programas da rede de saúde e de assistência social para que crianças e adolescentes recebam tratamento e acompanhamento adequados e também deverá celebrar convênios com as Secretarias Estaduais e  Nacional Antidrogas (Senad) com o propósito de buscar recursos capazes de sustentar o atendimento à rede hospitalar local.

A promotora de Justiça recomendou ainda que sejam criadas campanhas preventivas permanentes ao combate do consumo de substâncias entorpecentes; e seja feito o mapeamento, por parte dos profissionais da área de saúde e de assistência social, dos casos existentes que envolvem usuários de drogas.

Da lista de providências que Genaldi terá de cumprir, ainda constam a duplicação da quantidade de profissionais do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS),  visando melhorar o atendimento aos dependentes químicos; e a expedição de ofício às Secretarias Estaduais de Saúde, Ação Social, Educação e ao Conselho Estadual Antidrogas para requisitar apresentações detalhadas de programas com o intuito de melhorar a rede de prevenção que será implementada na Cidade. 

O problema na implementação das recomendações do MP é que a Prefeitura de São João atravessa uma grave crise financeira, motivada pelas constantes reduções nos repasses do FPM, o que deve dificultar a execução das medidas listadas pela promotora Mirela Laupman.